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endodontia

endodontia

A endodontia, tratamento de canal ou desvitalizar o dente é o tratamento dentário ou odontológico, através do qual se remove todo o tecido orgânico contido na polpa e interior das raízes dos dentes, ou seja, de dentro do canal dentário, ou canal radicular.

Se esta a sofrer de uma dor de dentes aguda, pode recorrer ao nosso Serviço de Urgência 24 horas que é um atendimento de urgências dentárias por chamada. O Serviço Urgências Dentárias 24h da Clínica PRIVÉ está também disponível aos sábados, domingos e feriados. Pode ligar para 96 839 4889.

Perante uma situação de inflamação da polpa dentária (pulpite), ou seja, de dente inflamado, ou quando já existe mesmo uma inflamação irreversível da polpa ou do nervo dentário, geralmente associada a uma infeção dentária, a desvitalização do dente poderá ser o único tratamento capaz de evitar a sua exodontia ou extração (tirar o dente).

Cabe ao endodontista, especialista em tratamento do canal dentário ou desvitalização, avaliar adequadamente a situação através da observação direta, da exploração com sonda, testes de sensibilidade dentária e eventual raio x (RX) dentário, de forma a diagnosticar o estadío da afeção, e desse modo determinar se o tratamento passa por desvitalizar o dente, ou se poderá ser mais conservador ou menos invasivo.

Uma das desvantagens associadas ao processo de desvitalização, é que após algum tempo escurece o dente, ficando com uma tonalidade gradualmente mais amarela ou cinzenta.

Quando isso acontece, a estética dentária fica obviamente comprometida, contudo existem posteriormente procedimentos odontológicos capazes de solucionar o problema, passando pela colocação de facetas dentárias ou lente de contato dental, que recobrem a superfície frontal de forma a “esconder” o dente escuro, e ainda o recurso à prótese fixa (coroas), com a mesma finalidade.

Dentro das causas possíveis para a endodontia, ou seja, situação em que verificámos que um dente precisa de efetuar o tratamento de canal, encontra-se a cárie dentária. Esta apresenta uma grande incidência na população e consequentemente torna-se na principal causa para a necessidade de desvitalizar os dentes.

A endodontia justifica-se essencialmente nos casos em que é afetada a polpa ou nervo dentário, como acontece nos casos da cárie dentária em que esta progride até chegar à polpa do dente originando a sua infeção irreversível.

Contudo, existem outras causas, para além da cárie dentária, que podem implicar a desvitalização de um dente, nomeadamente devido a complicações de origem traumática (pancada, queda), que provoque um corte do feixe vasculo-nervoso, ou por fratura dentária com atingimento pulpar.

Mais raramente, existem casos em que a polpa não está afetada e mesmo assim o tratamento endodôntico é considerado. É o caso de dentes que apresentem uma sensibilidade dentária muito frequente e acentuada, e que não cedem a tratamentos de dessensibilização, e de dentes que irão servir de pilares a uma ponte fixa, caso o Médico Dentista considere ser a opção mais adequada, normalmente por precaução quando considere que o desgaste irá provocar sensibilidade ou dor posterior.

A extração do dente (tirar o dente) deve ser considerada nas situações em que se conclua que o tratamento endodôntico não é por si só suficiente para salvar o dente, nomeadamente nos casos em que a destruição é tão extensa que não permite a posterior reconstrução coronária, o que normalmente acontece quando a ou as raízes estão já também afetadas.

Nos casos onde a infeção dentária está de tal forma adiantada, a ponto de já ter originado a formação de quistos associados, também se deve considerar a hipótese de extração. Nestes casos a endodontia tem poucas ou nenhumas possibilidades de sucesso, exceto se for complementada por cirurgia paraendodontica, que tem como finalidade remover essas lesões que se formam na zona do ápice do dente (término da raiz). Este tipo de cirurgia pode passar apenas pela raspagem ou curetagem óssea circundante, mas também pela remoção do próprio ápice do dente (apicectomia).

De ponderar também os casos de tratamento de canal nos dentes do siso, pois como estes não têm, regra geral, função mastigatória, não implicam portanto uma importante necessidade de os manter, e deste modo a endodontia tende a ser preterível relativamente à extração.

Endodontia – passo a passo

Perante uma sintomatologia de afeção irreversível da polpa dentária, que poderão passar por dores nos dentes praticamente constantes e muito fortes, podendo agravar-se durante a noite e com as diferenças de temperatura (frio e/ou quente), impedindo muitas vezes a pessoa de comer, latejando, e que tende a ser difusa para as áreas vizinhas, o seu médico dentista ou endodontista confirmará a necessidade de se fazer a desvitalização do dente, como último recurso para o salvar.

Este tratamento de canal efetua-se por fases, normalmente em mais do que uma consulta, consoante o dente e a severidade do problema. De qualquer maneira, em todas as situações o protocolo inicia-se com a limpeza de cárie (quando exista) e o dente é aberto com o auxílio de uma broca com a finalidade de expor toda a polpa dentária e a entrada do ou dos canais. Por vezes é chamado a este processo de cirurgia de acesso aos canais ou exploração de canais.

Seguidamente, é feito o preparo quimio-mecânico ou instrumentação do dente, ou seja, é removido todo o tecido orgânico alojado na polpa e interior dos canais, com o auxílio de uma espécie de limas próprias para o efeito, podendo este procedimento ser manual ou mecânico (endodontia mecanizada). Normalmente este procedimento é auxiliado por RX para determinação do comprimento dos canais. Nesta limpeza de canais, são utilizados produtos antissépticos, bactericidas ou bacteriostáticos, e deixada normalmente uma medicação intracanal entre as consultas, para controlo da infeção.

Após a remoção do tecido afetado do interior do dente, são fechados ou obturados os canais de forma definitiva, sendo para o efeito preenchidos normalmente com um material tipo borracha (gutta percha), que é introduzido nos canais e selado com um cimento próprio.

Entre estas consultas ou sessões de endodontia, o dente fica restaurado provisoriamente com um cimento adequado, até por fim ser substituído pela restauração definitiva ou reconstrução da coroa, quando a desvitalização se encontrar concluída. Esta intervenção pode passar pela realização de uma restauração mais ou menos simples, ou nos casos onde existe uma destruição extensa da coroa dentária, pode ser mesmo necessário recorrer-se à prótese fixa (coroas ou pivots).

O tempo que demora um tratamento pode variar em função do número de sessões ou consultas, sendo que cada sessão poderá ter uma duração média de 30 a 45 minutos.
Existem, contudo, situações onde é possível efetuar o processo de desvitalização numa só consulta, ou seja, um tratamento de endodontia em sessão única, desde que as condições o permitam, sendo as mesmas condicionadas pelo grau de infeção e o tipo de dente envolvido.

Como controlo posterior para determinar o sucesso ou não do tratamento endodôntico, podem efetuar-se RX periódicos com a finalidade de os comparar com os iniciais e assim confirmar se já não existem eventuais focos ósseos infeciosos associados ao dente em questão, ou se pelo contrário, permanecem ou se estão a agravar.

No caso do tratamento falhar ou porque o canal de dente foi mal feito ou porque ficaram canais por encontrar e limpar, entre outras adversidades, podem advir algumas consequências que normalmente passam pela não regressão completa dos sintomas ou pela sua recidiva. Nestes casos, pode ser efetuado um retratamento endodôntico, ou seja, remover todo o material de obturação introduzido nos canais, reinstrumentar e voltar a obturar os mesmos, ainda que com prognóstico de sucesso reservado.

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